É possível aproveitar o Natal com um bebê novinho?

Ah, o Natal! Época de amor, agradecimento e muita confraternização. Mesmo antes dos filhos, algumas pessoas passam por situações desagradáveis nas comemorações natalinas: Aquele parente que faz perguntas constrangedoras, o colega com opiniões políticas duvidosas, a famigerada piada do pavê que seu sogro sempre solta na hora da sobremesa… Se você acabou de ter um […]

Ah, o Natal! Época de amor, agradecimento e muita confraternização. Mesmo antes dos filhos, algumas pessoas passam por situações desagradáveis nas comemorações natalinas: Aquele parente que faz perguntas constrangedoras, o colega com opiniões políticas duvidosas, a famigerada piada do pavê que seu sogro sempre solta na hora da sobremesa…

Se você acabou de ter um bebê, pode ser que o desgaste e a ansiedade com esses eventos sejam ainda maiores. Quando o bebê é muito novinho, as vezes você ainda não quer sair de casa com ele mas a família pressiona. Se você já decidiu que vai na festa de natal, ainda tem o receio do tipo de situação que terá que lidar: palpites, colos sem fim, festa que vai até tarde da noite ou aquela tia-avó que insiste em oferecer rabanada para o bebê de três meses.

Pensando em amenizar um pouco essas preocupações, elaborei uma lista de dicas:

Aproveite para criar novas tradições familiares. Esse é o primeiro natal da criança. Se você decidiu não ir à confraternização da família o natal não precisa passar em branco. Decore a casa, monte um presépio, cozinhe biscoitos, pendure meias de natal, faça doações para crianças carentes, mostre a cidade iluminada para o bebê, agradeça pelo ano que passou. Escolha algo simbólico para essa nova família que nasceu.

Proponha uma ceia alternativa. Mesmo que a família toda vá se reunir para a meia-noite do dia 24/12 você pode sugerir um encontro paralelo no dia 25 pela manhã ou na hora do almoço, em que seu bebê estará mais bem disposto e feliz.

Não tenha medo de sair de noite com o bebê. Se você gosta de participar da ceia e já se sente segura, vá sem culpa! Uma noite fora da rotina não será prejudicial, fora que estar em família pode ser muito bom para a felicidade de todos e isso certamente irá repercutir na felicidade do bebê. As crianças sentem!

Use o sling. O sling é uma ótima opção para encontrar toda a família e ainda assim manter o bebê confortável. Se ele for bem pequeno, provavelmente ficará dormindo boa parte do tempo e dificulta que ele fique indo de colo em colo. Na hora da ceia, o bebê já está ali bem confortável e a mãe ou o pai que estiver com o bebê no sling consegue comer com calma.

Recuse o convite. Se você não está preparada, diga. O pós-parto é um momento em que a mãe deve procurar preservar o seu emocional e a saúde do bebê, principalmente no primeiro mês.  Não é a hora de se preocupar em cumprir protocolos sociais e agradar outras pessoas se isso vai ser desgastante para os dois. Tente conversar sobre a sua escolha sem se exaltar muito, provavelmente as pessoas serão compreensivas. Caso haja algum conflito, deixe para resolver mais pra frente, quando seu emocional estiver mais fortalecido.

Não se abale com os palpites. Grávida ou mãe com bebê novinho já costuma ouvir muito palpite, se for de parente, então… Tente não se indispor com os comentários, as pessoas estão falando com a melhor das intenções. Lembre-se que por mais que o seu bebê seja o primeiro e tenha poucas semanas, você o conhece melhor do que aquela sua tia que já tem três filhos adultos, afinal, cada criança é única. Ouça a sugestão, agradeça e siga fazendo como você achar melhor.

Independente de como você escolher passar as festas de final de ano, tenha certeza de que esse ano será diferente de todos os outros e muito mais alegre e cheio de vida!

Pense no lado bom. Uma confraternização com toda a família, inclusive com a família mais distante, pode ser um ótimo momento para apresentar o bebê para todos de uma vez. Uma criança nova na família traz um grande sentimento de alegria e renovação que podem fazer da ceia um momento ainda mais especial. Pense nisso!

Uma bióloga que se tornou mãe e decidiu virar doula, com ênfase no pós-parto. Sou também brasiliense, taurina, feminista, dona de dois gatos e costureira nas horas vagas.

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