Vantagens da fisioterapia na gestação e no pós parto.

Atualmente, com o crescimento da visão da mulher como protagonista do processo de parto e nascimento, muitas dúvidas têm surgido a respeito dos serviços necessários para ter uma boa assistência, que profissionais buscar, quais as melhores técnicas dentro de cada área… Enfim, uma série de dúvidas e questionamentos, em meio a um período de mudanças […]

Atualmente, com o crescimento da visão da mulher como protagonista do processo de parto e nascimento, muitas dúvidas têm surgido a respeito dos serviços necessários para ter uma boa assistência, que profissionais buscar, quais as melhores técnicas dentro de cada área… Enfim, uma série de dúvidas e questionamentos, em meio a um período de mudanças complexas, tanto físicas quanto psicológicas e isso inclui a fisioterapia obstétrica e no pós parto.

Ao mesmo tempo, a mulher e sua família são bombardeadas de informações sobre tudo o que engloba o mundo da maternidade. Um mundo vasto, com os mais variados tipos de técnicas e serviços, capaz de atender a praticamente todos os tipos de mães.

Nesse momento surgem as dúvidas: o que escolher, quem escolher, como escolher, qual é a melhor técnica?

Em meio a esse contexto, a fisioterapia obstétrica é uma das áreas que vem ganhando visibilidade. Sobre ela, surgem dúvidas sobre a necessidade, benefícios, quando começar, quem pode ou não fazer… Para explicar tudo isso é melhor então, “começar do começo”.

A gestação é um momento marcado por diversas modificações físicas, psicológicas e fisiológicas. Apesar de ser considerado um momento mágico para a maioria das gestantes, não há como negar que, muitas vezes, essas mudanças vêm acompanhadas de desconfortos, inseguranças e limitações, que impedem a mulher de levar uma vida totalmente igual à que levava. E após o parto, os cuidados com o bebê também exigem mais do corpo da mãe, que acrescentará novas atividades ao seu cotidiano.

A fisioterapia pode proporcionar mais qualidade de vida para a mãe e o bebê, além de contribuir para a melhora do sono, reduz a ansiedade, melhora a circulação sanguínea, o equilíbrio corporal e postural, como também previne alterações circulatórias (inchaço), diminui desconfortos intestinais, alivia dores na coluna e músculos, prepara a musculatura pélvica para o parto e o pós-parto, entre outros benefícios que reforçam a importância da assistência fisioterapêutica nesse momento.

A atenção do fisioterapeuta no pré-natal deve ser iniciada o quanto antes, logo no início da gestação. O papel principal do profissional é auxiliar a mulher a lidar com as adaptações fisiológicas ocorridas durante a gravidez e no preparo da musculatura do corpo em geral e do assoalho pélvico, que será utilizada durante o parto e precisará se restabelecer no pós-parto. Além disso, o trabalho terá como objetivo preparar o corpo da mulher para o pós-parto, prevenindo, tratando e reabilitando possíveis disfunções, desconfortos, dores ou lesões.

Em muitos casos, os atendimentos podem ser realizados em grupos, que acabam se tornando também grupos de apoio, pois a mulher, interagindo com os outras que estão vivendo ou que já viveram momentos semelhantes, se sente acolhida e compreendida.

Nos pós-parto, esses grupos são ainda mais importantes, pois, apesar da “relutância” inicial que várias passam em fazer atividades que sejam direcionadas a elas e não apenas ao bebê, vencer essa barreira e começar traz um benefício enorme aos dois. Nesse período, a prática de uma atividade específica, não apenas trata dores, disfunções e previne alterações pélvicas. Ela também melhora a autoestima e a qualidade de vida da puérpera, que passa a ser ver novamente como mulher e não apenas como mãe. Isso aumenta a autoestima e faz com que ela se sinta mais segura diante de tantos desafios e questionamentos que são característicos desse momento.

Para as mulheres que não realizaram fisioterapia na gestação, não há problema! O trabalho pode e deve ser iniciado no pós-parto, quando também será possível tratar e prevenir dores, desconfortos e limitações advindos da gravidez. Exemplos dessas alterações são as dores nas costas, ocorrências de prolapsos, incontinência urinária e a diástase abdominal, que são problemas que comumente aparecem no pós-parto e que podem e devem ser tratados, melhorando a qualidade de vida e ajudando a paciente a obter todos os benefícios do atendimento e que a ajudarão a lidar com esse momento tão especial. Em muitos casos o trabalho pode ser realizado junto com o bebê, o que possibilita que as mães que não podem ou não querem deixar seus filhos com outras pessoas participem e desfrutem de todos os benefícios da fisioterapia no pós-parto.

Iniciei meu trabalho em 2009, com aulas de pilates para gestantes e atendimento em domicílio no pós-parto imediato (geralmente tendo início com 2 ou 3 dias de pós-parto), realizando drenagem linfática e orientações sobre assoalho pélvico, postura e amamentação. Com o passar do tempo, comecei a perceber a importância e a necessidade de uma assistência maior e mais ampla, que conseguisse unir esses dois momentos. No caso das gestantes, até o pós-parto e no caso das puérperas, até que a mulher se sentisse à vontade para retornar às suas atividades habituais de antes da gravidez. A partir daí, comecei a formar grupos de atendimento, em que as gestantes e mães interagissem, junto com seus bebês, ou até mesmo com suas crianças, caso fosse essa a vontade delas, trocando experiências, dicas e tornando esse momento mais leve e mais prazeroso.

Aulas erça e quinta às 8:30 no Espaço Luz de Candeeiro e terça e quinta às 15:00 na Clínica Corpus, no Lago Norte

Maíra Couto
Sou Fisioterapeuta, especialista em Saúde da Mulher e trabalho com obstetrícia há 8 anos. Ao longo desse tempo percebi a enorme necessidade de apoiar e ajudar a mulher em suas vivências do pós-parto, trazendo mais saúde, bem-estar e qualidade de vida nesse momento tão delicado. Trabalho como fisioterapeuta da Clínica Corpus – Fisioterapia&Pilates (www.corpusfp.com/(61)98134-9532), ministro aulas de pilates no Espaço Luz de Candeeiro e faço atendimentos domiciliares.

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