Estimulando a autonomia da criança!

Sabe aquela cena em que vemos uma criança super frustrada por não dar conta de fazer algo? Seja amarrar o sapato, acertar o gol ou simplesmente tampar um pote? Instantaneamente sentimos uma dor no coração, uma frustração, uma tristeza. E então, rapidamente, nós, adultos poderosos, nos transformamos em super-heróis e vamos ao resgate da criança, resolvendo seu problema em questão de segundos. Que legal, não é? Nós ficamos realizados e a criança, feliz, sem choro, sem sofrimento. Ufa! Mais um dia salvo!

Nessa situação, o dia parece ter sido salvo, mas será que essa é a melhor forma de usar nossos superpoderes? Será que assim vamos ajudar nosso filho a enfrentar os vilões que aparecem no dia a dia? 

Ultimamente, muito tem sido falado sobre um superpoder que acreditamos ser fundamental para o desenvolvimento de todos nós: autonomia.

  • Mas o que de fato é autonomia?
  • Por que ela é tão importante assim? E como ajudar meu filho nesse processo?
  • E mais, qual sua relação com a brincadeira?

 

Definimos o superpoder da autonomia como a capacidade de cada um fazer suas escolhas e de gerir suas escolhas e ações a partir de seus próprios princípios e valores.

 

autonomia bloquinhos

Parece algo muito adulto, mas nada mais é do que a possibilidade de escolher o que acha melhor para si, sabendo dos limites e regras que vivência. Parece também algo individual, que a criança vai ter ou não, dependendo de sua personalidade; mas, pelo contrário, é algo que se constrói na relação com o outro, e nós, adultos, temos um papel fundamental nesse processo.

Mas o que significa isso?

– Significa, em primeiro lugar, que sim, somos responsáveis por nossos pequenos e por decisões de suas vidas, mas podemos inseri-los em algumas delas. Por que não deixar eles participarem disso, como dizerem o que gostam?! 

– Significa que as crianças precisam de espaço para experimentar algumas situações livremente, desde que elas não fiquem em risco, claro. E na brincadeira é uma das melhores formas de viver isso. Então não precisamos deixar a criança subir a escada de patins, por exemplo! (mas lembre-se de explicar os motivos disso, pois pode parecer uma boa ideia pra ela.)

– Significa que as crianças precisam de tempo para desenvolver estratégias e soluções para seus conflitos e dificuldades. Isso pode parecer bem engraçado como no vídeo a seguir. (vídeo bebê e bota)

– Significa que podemos auxiliá-la em todas as situações, dando-lhes recursos e ideias, sem tomar a frente da situação, impondo nosso jeito adulto. Não precisamos chegar, mesmo que na melhor das intenções, dizendo e fazendo que sabe o melhor jeito e resolvendo toda a situação. Que tal dar uma mãozinha pra ela aprender?!

– Significa que as crianças têm potencial e vontade de aprender e se desenvolver, merecendo confiança e incentivo. “Tente dizer: “Vai lá filho, você consegue!” mesmo quando você mesmo não tá tão confiante – o resultado poder ser surpreendente. E se não der certo, “vamos tentar juntos então?”.

– Significa que é importante criar um espaço de expressão de desejos: “Manhê, eu quero essa vermelha”, “Mãe, eu não gosto dessa brincadeira”. Pode parecer bem voluntarioso (pejorativamente), mas elas estão mostrando quem são e do que gostam. 

– Significa que é importante apresentar e deixar claro as regras e limites que estabelecemos, para que a criança entenda quais são as possibilidades de sua realidade. Assim, ela pode entender “que pode ajudar a levar as sacolas do mercado, mas as que tem vidro, ou os adultos levam sozinhos, ou ela pode dividir uma alça com um deles”. 

 

autonomia cabelos

Sinais de que meu filho está pedindo ou precisando de mais espaço

Naturalmente, o processo de desenvolvimento das crianças as estimula a alcançar todo seu potencial, seja físico, cognitivo, emocional e social. Então, é possível perceber sinais de que a criança está crescendo, amadurecendo e “passando para outra fase”. No caso da autonomia, podemos ver a necessidade de espaço e auxílio para esse processo quando:

– Ele começa a experimentar mais as atividades e a explorar o ambiente sozinho; Cenas deles tentando se livrar do colo de alguém, 

–  Ele demonstra iniciativa e curiosidade sobre as coisas;

– Seu filho começa a reclamar ou protestar por escolhas antes só feitas por você;

– Somos bombardeados pelos “porquês”;

– Em um conflito, ele sempre chama por nós, os super heróis, para resolver a situação;

– Ele sempre espera as nossas reações ou resposta para saber o que dizer ou o que fazer. 

Sugestão vídeo “Não sobe a escada que você vai cair”  https://www.facebook.com/andersonlima.cpf/videos/1284193538274801/ 

 

Mas então, o que meu filho já pode escolher?

Nós adultos pensamos e agimos como se as crianças não tivessem habilidade para fazer escolhas. Muitas vezes, também, acreditamos que eles não se importam com isso e que “tanto faz deixá-los escolher”. Desde muito pequenos, no entanto, mesmo se comunicando através de sons, choros e risadas, os pequenos já dizem o que estão gostando ou não. Sugerimos, então, a brincadeira como cenário de experimentação dessas escolhas –  muitas vezes difíceis de serem compartilhadas por nós – e sugerimos alguns momentos/atividades para maior participação dos pequenos:

– Na hora de se vestir: seu filho pode escolher a cor da roupa que vai usar – vale dar opções se for muito difícil ver o filho saindo sem combinar! Hahaha

– Nas refeições: pode participar da escolha da comida, respeitando as regras da casa e alimentação adequada.

autonomia comida (1)

 

– Nas compras de mercado: é possível deixar escolher um item livre para comprar e participar na escolha das fragrâncias de seus produtos.

– Na rotina: podemos deixa-lo escolher, na medida do possível, um horário e uma atividade que ele determine, e podemos negociar, construindo junto, a ordem das atividades que gostaria de fazer – claro que respeitando a rotina da família.

– Dentro da brincadeira: ele pode escolher que personagem quer ser e como ele será. Pode também escolher o tema e as regras da brincadeira. E aí, cabe a nós, refletir sobre elas e aceita-las ou não. Lembrando sempre de nos perguntarmos, “por que não??”.

– Num conflito com colega: é possível ensiná-lo a pedir emprestado, ou a pedir desculpas, assim como para o colega, incentivando-os a se comunicarem um com o outro, sem impor nossa ordem ou justiça e aceitando a resolução que ambos acordarem.

Então, dar autonomia para as crianças é viver no equilíbrio dessa balança: de um lado buscar ouví-las, entender suas opiniões e necessidades e, do outro lado, pensar nas possibilidades que elas têm de poder realizar suas ideias ou não. Em todo o caso, temos o papel de explicar a elas essas possibilidades, tentando nos colocar no lugar delas, flexibilizando se for possível. Assim, aos poucos, elas aprenderão a fazer escolhas, ser elas mesmas, vivendo harmoniosamente com o meio em que estão. 

autonomia se vestindo

 

Na quinta-feira 04/08 as 20:00hr, vai acontecer o nosso SOS MÃES hangout, um bate papo online e ao vivo onde vamos conversar mais sobre a importância da autonomia e sua relação com a brincadeira. Prepare suas perguntas!

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Carinhosamente,

Laís e Lorena – DimDom Babysitters

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